sábado, 26 de dezembro de 2009

Férias ....

Às vezes fico tão... (difícil arranjar uma palavra pra descrever esse meu sentimento) durante as férias, que nem tenho vontade de encará-la até o fim. Eu sei que ano que vem, quando tudo voltar ao normal, vou ter que estudar que nem uma condenada, afinal, UnB só daqui muitos estudos... Mas a rotina, a correria às vezes me faz falta depois de ficar 3 semanas numa comodidade... Normalmente essa época do ano eu estou no sul com minha família, mas esse ano infelizmente foi uma exceção e tive que passar o Natal em Brasília e o Ano Novo passarei aqui também. Até pensei em arranjar um emprego até viajar (dia 10 de janeiro) mas aí bateu aquelaaaa preguiçinha, hehehe. E também seria por pouco tempo, então...

Falando em Natal, fiquei emocionada com um ato da minha mãe na véspera do dia 25. Eram 2h da madrugada e estávamos todos acordados ainda. Então, olhamos pela janela e havia dois mendigos deitados na lateral do Banco do Brasil que é do lado do nosso apartamento. Eles estavam dormindo profundamente no chão duro apenas com uma manta cobrindo suas cabeças. Minha mãe, incomodada, foi até o seu guarda-roupa e pegou dois travesseiros que estavam em desuso, colocou fronhas limpas e foi até a janela: - Psiiiiu. Nenhum movimento. Então jogou os dois travesseiros pela janela que caíram com grande impacto no chão. Um dos mendigos acordou (bem bêbado por sinal) demorou um pouco pra levantar mas finalmente foi até a calçada e pegou os dois travesseiros. Acordou seu companheiro para entregar um dos travesseiros, e ele meio atordoado não estava entendendo como ele havia encontrado dois travesseiros às 2h da madrugada. Sem muitas explicações, deitaram e dormiram (com certeza melhor que antes).
Foi um pequeno ato mas fomos dormir com o coração feliz. Uma pequena ação que, creio eu, fez o Natal daqueles mendigos ficar mais "aconchegante". hehehe.

Bom, então é isso! Boas festas a todos, boas viagens e muita felicidade! =)
Beijos

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Voltando...

Recebi um incentivo pra continuar escrevendo aqui, e depois de muiitos meses resolvi voltar! Tenho uma paixão tão grande pelas palavras, e a cada dia me interesso mais por conhecê-las. Não vejo a hora de acabar logo meu ensino médio e me dedicar inteiramente a essa paixão. ;)

Bom, aí vai uma poesia escrita a um tempo, não achem que é estilo "emo" como diriam, por falar de angústias e pensamentos negativos, mas um sentimento profundo da alma de todo ser humano. Beijos e até mais!

INSTABILIDADE

Drama cruel, sempre instável
o que agora não crê, pode ser inseparável.

Às vezes andamos parados
Declinamos na curva tangente
Buscamos por algo ilícito
e sonhamos alucinadamente...
Nesse ar de turbulências
Nessa vida duradoura
Não cremos na infelicidade
e nem em nada que agoura.
Vivemos uma eterna ilusão
Tanto do sim, quanto do não
E nessa intensa caminhada,
como sabe, tudo acaba.
E quando fica tudo errado,
não cremos no passado...
A intensa angústia, agora
já é inseparável!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

É tudo tão simples...

SIMPLES ASSIM


Se é pra ser assim que seja

A vida é sempre cheia de surpresas

Num dia você fala

No outro você ouve

Numa noite você sonha

E na madrugada já acaba...


Sentidos aguçados

Na dor superada por fortes estragos

No semblante calado

E na calada da noite

Sorrindo pras estrelas

Serão os meus desejos?


Cadê a inspiração?

Foi embora com a tristeza

Foi embora com o mar

E com a forte correnteza

Por que me leva assim?

Quero só navegar

Não ter pra onde ir

E não querer mais voltar...


Canto canções simples

Mas meu jeito é complexo

Difícil de lidar e conhecer

Rir, chorar e crescer


Sou apenas um projeto.

Sou apenas um rosto de concreto.


Caroline Pompeu


Beijo a todos.
Ps: A vida é assim... Um monte de rabiscos, iguais aqueles que a gente faz naquela aula chata de geografia! ;)

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Dias tristes ou felizes?

Bem, às vezes nas nossas vidas vivemos momentos meio tensos... Onde achamos que a vida perde o sentido ou até mesmo não temos nem vontade de viver. É aí que mesmo sofrendo levantamos a cabeça e temos vontade de continuar... De usufruir da vida, que é dom de Deus, e mesmo frustrados aproveitar ao máximo. Como eu digo: "Decepção não mata, ensina a viver."


E é nesse espírito que escrevi a minha última poesia! Espero que gostem =)

CONFISSÕES

Aqui estão palavras que eu dedico pra você
Apenas confissões que eu não canso de fazer
Sonhos são como pássaros que voam livres pelo ar
E quando você sonha, você pensa sem pensar
E nessas noites frias quando penso em você
Quando a lua se transforma e se entrega ao oceano
Eu olho pela janela dos meus sonhos, meu sofrer
E nessa viagem louca eu descubro que o amo.

Nossa história aconteceu, nosso tempo não durou
A dura estrada da vida com um tapa te levou
E quando lembro, chorando, de tudo que aconteceu,
Eu penso, meu amor, que um dia será meu.

E termino assim essas confissões,
Às vezes sofrendo, às vezes chorando...
Pra tudo na vida se tem um tempo
Pra tudo na vida se tem um plano, mas
Desculpa, meu amor, se julgou-me desse jeito
Agora sigo em frente, claro, com todo respeito.

Caroline Pompeu




Beijos :*

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Expressão de pensamento.

As vezes a gente não tem tempo pras nossas próprias coisas, pro que a gente realmente gosta de fazer. Passo a semana fazendo cálculos, física, matemática...Ufs...Ninguém merece! Mas o meu prazer é escrever mesmo e hoje serei breve, aqui vai uma das minhas melhores poesias. Considero uma 'obra prima'. ;)
Bjos a todos.

Meu Menino

Viva menino silêncio absoluto
em tudo que cria a perfeita agonia
Viva menino quem dera viver
em todo o cinismo que vive você.
Ande, querido, a vida é tão curta
Quem querer, eu queria
Um prazer absoluto.
Diga, menino, você quem amou?
De tudo o que tinha nada sobrou.
E em tudo o que fez, quem reclamou?
Viva menino, em tudo o que sou.

Eu li a sinopse que você escreveu,
eu vi a lápide que você estampou
e em tudo o que ri, eu não menti
vem, meu querido que tanto me amou.
Eu acreditei no passado, na intensa serventia.
Acabei me enforcando na minha própria ironia.
Sofri um futuro antes do presente,
um pretérito perfeito mais do que imperfeito
e em todo esse tempo, amor, chorava clemente.

Ame, meu bem, assim, quem se entregou?
Toda sua dor não justificou.
Chorou por prazer, andou sem querer,
me diga, querido, o que mais você quer ter?
A vida ingrata sonhou com você,
Com um alguém que chegou sem querer
E você, meu amor, que sempre veio a mim
agora está morto.
Pronto, é o fim.

domingo, 12 de outubro de 2008

Cansaço de vida...

Tava aqui pensando, que vida corrida, sem tempo prá nada... As vezes é bom mas a correria por incrível que pareça também me entedia. Muito cansaço sem ânimo pra nada, e ainda essa maldita TPM que pode ter várias siglas. A que mais se enquadra com o que eu tô sentindo agora é: "Tocou, Perguntou, Morreu." É um mistério. Hehe...
Hoje, dia das crianças, tava lembrando do meu tempo de criança onde não haviam preocupações e muito menos TPM. E, de verdade, me deu uma vontade de voltar a facilidade da vida infantil.

Mas bom, a vida segue em frente.

Hoje achei uma poesia escrita por mim mostrando o que eu penso a respeito da sociedade. Achei legal colocá-la aqui, porque meu parecer não foje nem um pouco do real. Reflexos dessa sociedade egoísta. Não posso julgá-la, se eu mesmo não tenho tempo, por que outros deveriam ter pra se preocuparem com os outros? É a vida...



Reflexos da Sociedade

Alego minha síntese
O que queremos ser?
Queremos o egocentrismo, queremos a racionalidade?

Escolhas que nos levam a viver.

Fico com a primeira, o que se tem a perder?
Formosura, aparentemente o que a mídia exige
São anos de mortes, analogias débeis
Sangue inocente em mãos inescrupulosas
Anestesiando mentes, praticamente ironias.

O mundo se diz politicamente correto
Uma algema de concreto
Com fadas e súbitos caminhos
Que levam a felicidade
O que não vemos na conformidade
Do corpo, da alma e da mente.

Estamos na era da crueldade
Já não existe mais amor
Existe uma criança chorando, de medo
Debaixo do cobertor...

E o tal do ego?
Ainda continua no centro
Na serenidade fútil
Na depressão que causa dor, solidão
Na ardente cápsula da minuciosa cantiga que diz
Compre, use, seja, obedeça, sem amor.

Estamos num mundo de indagações
De inúteis repercussões
E a nossa alma?
Deveras estadia num corpo rebaixado ao consumismo
Cumplicidade de terror de intenso martírio, de agressões...

Que desejo se abrange ao nosso olhar
Que angústia nos tortura?
Somos escravos de nós mesmos
Ou nos entregamos a moldura?

Seres racionais
Isso devemos ser?
Com essa loucura toda a frente da TV
Seremos animais?

Num amor ardente, a vida chorará, clemente,
E assim o Sol se esvairá
Na doce e tênue manhã
Quando a humanidade se calará.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Pra começar...

Bom, estava em uma aula de Literatura hoje e achei alguns poemas escritos por mim e outros em conjunto com Gabriel Leite (frenesibr.blogspot.com) e tive a idéia de criar um espaço para divulgá-los! Inclusive esse nome foi sugestão dele e eu adorei, parece comigo! Hehe...


Se você gosta de poesia (principalmente aquelas que tem um fundo bem sentimental, mas é fundo mesmo porque duvido alguém entender uma poesia feita por mim, de cara.)


Pra começar vai uma bem estilo Romântica que eu criei hoje mesmo assistindo a mesma aula de Literatura.


Beijo, e obrigada pela visita!


Acasos Num Jardim


"Era um sábado

quente de verão

e a dor da captura

inundava meu coração.

Cães de guarda latiam no jardim

Agora, parada aqui penso...

Guardavam a casa ou a mim?

A angústia era tanta

que estava me sufocando.

O desejo caminhava

nos ladrilhos da minha alma.

Ele estava ali, cantando para mim

Mas era tarde demais...

Minha mente rumava para o fim

No jardim dos cães de guarda..."